Soluções para os problemas do trânsito de São Paulo são apenas parciais
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Soluções para os problemas do trânsito de São Paulo são apenas parciais

São Paulo, 10/4/2011 Fernando Mendonça - Do UOL Notícias Em São Paulo

 

Os problemas no trânsito de São Paulo causados pelo excesso de veículos são antigos. Diversas soluções vêm sendo apresentadas pela administração municipal durante os últimos anos. Nenhuma, porém, foi definitiva. O UOL Notícias mostra os prós e contras das principais medidas adotadas nos últimos anos para tentar resolver o problema do trânsito na capital.

Metrô (1974)

Os pontos fortes são a rapidez, a capacidade de transportar milhares de pessoas ao mesmo tempo e a enorme vantagem de não dividir as ruas com os demais veículos, por ser subterrâneo. Pesam contra o metrô os custos, a complexidade da obra e a demora para ser executada. São Paulo tem 11 milhões de habitantes e 61 estações de metrô. Londres tem cerca de 10 milhões de moradores e 270 estações de metrô.

Corredores de ônibus (1980)


Por não terem de dividir as faixas exclusivas com os carros, os ônibus dos corredores podem ser mais longos e, assim, oferecer maior capacide de transporte. O investimento é mais baixo se comparado ao do metrô e, além disso, as linhas podem ser readequadas de acordo com a necessidade. Ocorre que, mesmo em faixas exclusivas, os ônibus enfrentam cruzamentos, semáforos e falta de organização nos embarques e desembarques. Outro ponto contra é a curta extensão dos corredores. São Paulo tem hoje 10 corredores de ônibus em operação. O percurso médio é de 12,6 quilômetros.

Rodízio (1997)
O objetivo único do rodízio é "enxugar" a quantidade de veículos das ruas de São Paulo, proibindo a circulação nos horários de pico da manhã (entre 7h e 10h) e da tarde (entre 17h e 20h), de acordo com o final das placas. O problema é que muitos motoristas acabam comprando um segundo carro, usado e mais antigo, para poder escapar do rodízio. Mesmo assim, há estudos para a ampliação da medida, estendendo os horários da proibição.

Restrição de estacionamentos (2008)
A ideia é proibir o estacionamento em algumas vias para, durante os horários de pico, liberá-las à passagem dos veículos. A medida resolve o tráfego das ruas, mas cria problemas a comerciantes instalados nas áreas contempladas pela restrição, que ficam impedidos de embarcar e desembarcar mercadorias e até mesmo de receber melhor seus clientes.

Criação da Zona Máxima de Restrição a Fretados(2009)
Cerca de 1.300 ônibus que chegam diariamente a São Paulo trazendo moradores de cidades vizinhas para trabalhar na capital foram proibidos de entrar na área central da cidade, o chamado mini-anel viário, das 5h às 21h. A medida visou a aliviar vias congestionadas, como as avenidas Ibirapuera, Nove de Julho, Luis Carlos Berrini e Paulista. Segundo especialistas, a iniciativa tirou ônibus das ruas centrais, mas colocou mais carros nelas, já que muitos usuários de fretados trocaram os ônibus pelo carro próprio.

Restrição à circulação de caminhões (2010)
Veículos de carga com até 6,3 metros de comprimento foram proibidos de circular pelas avenidas dos Bandeirantes e Roberto Marinho e pela marginal Pinheiros entre 5h e 21h. Essas vias são utilizadas por quem segue do interior para o litoral do Estado, e vice-versa. Com a entrega do Rodoanel em 2010, o objetivo da prefeitura foi desviar para o novo complexo rodoviário os veículos pesados que antes circulavam por elas. Mesmo em horários fora do pico, o trânsito ainda é lento nessas avenidas, chegando a 20 km/h em alguns trechos.